Sema e UEA iniciam escuta comunitária para elaboração do Plano de Bacia do Rio Tarumã-Açu

Oficinas participativas começaram nesta terça-feira e seguem até 14 de maio
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Primeira oficina ocorreu na Comunidade Nova Esperança, situada no Igarapé Tiú. | Foto: Gustavo Rodrigues/UEA

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) iniciaram, nesta terça-feira (28/04), a fase de escuta comunitária para a elaboração do Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu. A etapa inclui oficinas participativas em diferentes pontos da bacia, em Manaus. 

A programação segue até o dia 14 de maio e marca uma etapa estratégica para o fortalecimento da gestão dos recursos hídricos na capital, segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira. “Esse momento de escuta é fundamental para garantir que o Plano de Bacia reflita a realidade de quem vive e utiliza esse território. Quando envolvemos esses usuários da bacia, conseguimos construir um diagnóstico mais completo e alinhado com as demandas locais, trazendo soluções mais eficientes, integradas e sustentáveis para o Tarumã-Açu”, destacou.

O primeiro encontro ocorreu na Escola Municipal Professor Paulo Cesar da Silva Nonato, junto a moradores da Comunidade Nova Esperança, situada no Igarapé Tiú. A proposta é ampliar a participação social e contribuir para o aprofundamento do diagnóstico técnico que vai orientar as próximas etapas do plano. 

“Nessa oficina o objetivo é identificar fragilidades e potencialidades com vista à construção do diagnóstico do plano. Depois dessa fase, nós vamos construir a fase de prognóstico em cima do que foi identificado na Bacia. É um momento importante de escuta da comunidade, de ouvir as suas demandas, as dificuldades, mas também identificar o potencial na base do Tarumã-Açu”, afirmou o coordenador do projeto, Carlossandro Albuquerque. 

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Professor Carlossandro Albuquerque é o coordenador do plano pela UEA. | Foto: Gustavo Rodrigues/UEA

Além de comunitários usuários da bacia, o encontro contou com a presença de representantes de instituições públicas e membros da sociedade civil organizada, promovendo um espaço de diálogo, escuta e construção conjunta de soluções para o uso da água no Tarumã. 

“É um plano que vai trazer uma diretriz para a gestão desta bacia hidrográfica, tão importante para a cidade de Manaus e para o estado. A comunidade vai ser ouvida, vai trazer suas experiências, seus conhecimentos, para fortalecer a construção desse projeto de grande importância para a comunidade”, pontuou o assessor de Recursos Hídricos da Sema, Ayub Borges. 

As oficinas também auxiliam na identificação de conflitos relacionados ao uso da água e no aprimoramento da governança hídrica da bacia, ampliando a integração entre diferentes setores e promovendo uma gestão mais eficiente e compartilhada.

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O presidente do Comitê de Bacia do Tarumã, Jadson Maciel; o gestor de Recursos Hídricos da Sema, Ayub Borges; e professor Carlossandro, coordenador do Plano. | Foto: Gustavo Rodrigues/UEA

“As populações puderam ser ouvidas, as pessoas realmente interessadas pela conservação da Bacia do Tarumã-Açu estiveram presentes e puderam dialogar junto com os representantes e coordenadores da UEA para debater sobre o plano e buscar melhorias para a nossa área”, afirmou Luciana Mendes, diretora da EM, Paulo Cesar da Silva Nonato.

Para o reitor da UEA, André Zogahib, a elaboração do Plano de Bacia do Tarumã-Açu integra as ações da da universidade voltadas à construção de soluções junto às comunidades ribeirinhas ao articular conhecimento científico e realidade local.

“São as populações ribeirinhas que vivenciam diariamente a dinâmica da bacia, conhecem seus desafios e suas potencialidades, por isso precisam estar no centro desse processo. Nosso objetivo durante toda essa programação é unir cada vez mais as experiências locais com o conhecimento aplicado produzido por uma equipe de profissionais extremamente capacitados. Assim, conseguimos construir um plano cada vez mais consistente, sempre buscando o olhar de quem sente, na prática, os efeitos de cada decisão sobre esse território”, destacou.

Próximas oficinas

O processo de elaboração do Plano de Bacia do Tarumã-Açu teve início em julho de 2025 e seguirá até janeiro de 2027, passando pelas etapas de diagnóstico, prognóstico e definição de programas, metas e ações prioritárias. A execução está sob responsabilidade da UEA, em articulação com órgãos ambientais e com o Comitê de Bacia.

O próximo encontro acontecerá no dia 7 de maio, na sede da Sema Amazonas, situada na Alameda Rio Negro, nº 471, Parque 10 de Novembro.

No dia 12 de maio, outra oficina está marcada para ocorrer na sede do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), na avenida do Turismo, s/n, bairro Tarumã. No dia 14 de maio, o encontro será no Flutuante Sun Paradise, na Praia Dourada, bairro Ponta Negra. Duas audiências públicas também estão previstas para ocorrer em novembro e dezembro de 2026.

A participação é aberta ao público e representa uma oportunidade para que moradores, instituições e usuários da bacia contribuam diretamente com o planejamento e a gestão sustentável dos recursos hídricos do Tarumã-Açu.

Sobre o Plano de Bacia do Tarumã-Açu

O projeto é resultado de um convênio firmado entre a Sema e a UEA, em junho de 2025, com investimento de R$ 2,3 milhões do tesouro estadual. Esta é a primeira vez que o Amazonas executa um plano de gestão para bacia hidrográfica, instrumento previsto há mais de duas décadas na Política Estadual de Recursos Hídricos.

O documento irá orientar ações relacionadas à conservação hídrica, uso ordenado das bacias, turismo, lazer, regularização de flutuantes, além de medidas de fiscalização, controle e recuperação ambiental, consolidando uma nova etapa para a gestão das águas no estado.

Sonoras (em ordem): Prof. Dr. Carlossandro Albuquerque / Ayub Borges / Luciana Mendes 

Fotos: Gustavo Rodrigues/UEA


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